Sempre me intitulaste como dona da razão. Oh coração malvado que sempre teimaste em mostrar a tua mais vincada personalidade! Não digo que tenho razão em tudo, seria impossível ter. Digo que percorro caminhos até encontrar algo onde possa dizer: vês, eu tinha razão. Defendo o que penso, o que sinto, o que faço. Não tenho razão, procuro ter. Mudei! Já fui forte o suficiente para acreditar numa longa viagem chamada amor, onde eu e tu íamos acabar juntos, sempre a discutir as diferenças, mas... Felizes. Hoje tento não pensar a longo prazo, porque me disseste que era pior. Já não penso na nossa felicidade futura, nem imagino o quanto ainda temos para dar um ao outro porque secalhar não vale a pena. Fico-me apenas pelo dia de hoje. Amanhã, virá outro. Apaixonei-me por um rapaz alto, meio loiro, de olhos verdes, que dava tudo por mim, que nunca deixou de me dar a mão, que me beijava a testa quando eu estava triste, que dizia és única e nós temos muito para dar um ao outro. Apaixonei-me coração.
Dezanove de Agosto de Dois Mil & Sete!


